Por Eduarda Gomes
Se você utiliza o WhatsApp para conversar com a família, gosta de acompanhar o Facebook e o Instagram ou lê notícias diariamente na tela do celular, com certeza já percebeu que nunca foi tão fácil receber informações de todos os cantos do mundo e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil saber em quem ou no que realmente acreditar. Entre correntes de mensagens, alertas alarmantes sobre benefícios sociais e conteúdos que parecem absurdos demais para serem verdade, navegar pela internet tornou-se um desafio constante. É justamente para ajudar você a andar com mais tranquilidade e segurança pelo ambiente digital que nasce a Coluna Desconfia.
A proposta surge como um desdobramento do meu Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), “Desconfia: Revista jornalística de combate à desinformação para pessoas idosas”, atualmente em andamento.
Esta coluna parte do princípio de que o público idoso é parte viva e cada vez mais ativa das redes sociais e das plataformas digitais, mas que também enfrenta dilemas específicos ao lidar com o fluxo acelerado de novidades tecnológicas. Afinal, quem não nasceu na era do computador e precisou aprender a usar o celular e a internet ao longo da vida adulta precisa lidar diariamente com sistemas complexos que nem sempre tornam a experiência transparente ou amigável.
De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva (2024), oito em cada dez brasileiros já acreditaram em notícias falsas pelo menos uma vez na vida, revelando o alcance do problema no cotidiano. A própria lógica algorítmica das redes sociais prioriza conteúdos chocantes e apelativos, desenhados para gerar fortes reações emocionais como medo, indignação ou surpresa, fazendo com que desinformações se espalhem muito mais rápido do que fatos checados. Exercitar a dúvida não significa ter medo da tecnologia ou se afastar das redes, mas sim proteger a privacidade, o bem-estar e a autonomia.
A Coluna Desconfia foi pensada como um espaço de diálogo contínuo, educativo e acessível. Aqui você encontrará orientações práticas para verificar se uma mensagem, imagem ou áudio é verdadeiro antes de repassar aos amigos, alertas sobre as fraudes digitais que mais circulam e explicações simples sobre termos complicados do mundo virtual que costumam causar confusão.
Mais do que apontar o que é verdadeiro ou falso, o compromisso é oferecer ferramentas para que você possa desenvolver o olhar crítico e navegar com liberdade e confiança. Afinal, cuidar da informação que consumimos e compartilhamos é um ato de cidadania, e o primeiro passo para não cair em armadilhas digitais é sempre o mesmo: na dúvida, desconfie.
