Por Eduarda Gomes
A uma semana do primeiro turno das Eleições 2026, a reta final da campanha intensifica o fluxo de informações nas redes sociais, e a circulação de conteúdos enganosos também. Para garantir um voto consciente e proteger o debate público contra a desinformação, é fundamental adotar uma postura crítica diante do que se consome e repassa na internet.
Confira o passo a passo para checar a veracidade das informações:
1. Cheque a fonte do conteúdo
Identifique quem produziu o texto ou qual portal o publicou. Dê preferência a veículos de comunicação reconhecidos e canais oficiais, como a Justiça Eleitoral. Desconfie de páginas sem assinatura, perfis anônimos ou sites desconhecidos.
2. Atente-se ao tom e à linguagem
Desconfie de títulos chamativos com termos como “urgente”, “absurdo” ou uso exagerado de pontos de exclamação e letras maiúsculas. Essas expressões buscam apelar para a emoção do leitor. Leia a matéria completa para distinguir fatos de opiniões pessoais.
3. Verifique a data de publicação
Confira o dia, mês e ano da postagem. É comum que fotos ou notícias antigas e verdadeiras sejam tiradas de contexto e republicadas como se fossem recentes para manipular a percepção pública.
4. Analise erros gramaticais e de formatação
Veículos profissionais passam por rigorosa revisão ortográfica. Textos com múltiplos erros de português, concordância truncada e formatação confusa costumam indicar conteúdos produzidos sem rigor jornalístico.
5. Inspecione fotos, áudios e vídeos
Com o avanço de ferramentas digitais e inteligência artificial (como deepfakes), verifique se há desconexão entre o áudio e a fala, cortes abruptos, rostos com traços artificiais ou cenários desalinhados.
6. Não repasse correntes apelativas
Mensagens que exigem compartilhamento imediato, com frases como “repasse para todos”, visam à difusão rápida antes da checagem. Na dúvida sobre a veracidade, interrompa a corrente e não compartilhe.
7. Recorra a canais oficiais de checagem
Caso a dúvida persista, encaminhe os materiais suspeitos aos órgãos competentes. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) disponibiliza a central de checagem Gralha Confere para análise de conteúdos eleitorais no estado. Para denúncias de disparos em massa ou ataques à Justiça Eleitoral via WhatsApp, é possível acionar o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de utilizar o aplicativo Pardal para reportar propagandas irregulares.
Garantir um processo eleitoral limpo exige atenção individual com cada link, imagem e áudio recebido. Em tempos de compartilhamentos em massa, a reflexão é a principal defesa do leitor. Ao receber uma informação duvidosa, desacelere a leitura, confirme os fatos nos órgãos oficiais e proteja a integridade da sua decisão nas Eleições 2026.
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR)
