O ano de 2025 foi marcado pela ampliação das ações do Combate à Desinformação nos Campos Gerais, que intensificou atividades de educação midiática, realizou visitas a escolas, promoveu eventos, produziu conteúdos audiovisuais, elaborou materiais e fortaleceu a parceria com instituições da sociedade civil. A atuação em Teixeira Soares, fora do eixo tradicional de Ponta Grossa, exigiu adaptações e aproximação com a realidade local. “Não se faz extensão dentro da universidade, é justamente fora dos muros, seja eles do ponto de vista físico ou cultural”, destaca Manoel Moabis, professor integrante do projeto.
Ao adentrar um novo contexto, ele explica que o tema revelou ainda mais sua complexidade. “Foi um ano bastante desafiador considerando que a gente se aplicou a discutir desinformação em um ambiente diferente daquele que conhecíamos”, relata. Ao longo do ano, o grupo manteve um ritmo constante de produção, leituras e reuniões.
Impacto pedagógico nas escolas
O projeto realizou ações de aplicação do jogo “Real ou Fake?” em colégios de Teixeira Soares. Para Anderson Scheffer, diretor da Escola Estadual Rio D’Areia de Cima, instituição que recebeu a atividade, a parceria com a Universidade fortaleceu o trabalho pedagógico do colégio e provocou reflexões importantes entre os alunos. Ele avalia que a proposta lúdica facilitou o entendimento sobre desinformação. “Quando os professores tratam do tema [desinformação], a atividade da universidade sempre é lembrada, ela ficou na memória dos alunos”, expõe.
Segundo Scheffer, o projeto contribuiu para ampliar a capacidade de análise crítica dos jovens diante do grande volume de informações disponíveis nas redes sociais. “Você ter acesso à informação é fácil, mas é preciso discutir se ela é verídica e o projeto abriu a mente deles para isso”, enfatiza.

Formação dos extensionistas e experiências marcantes
Os bolsistas que integraram a equipe também relataram vivências ao longo do ano. “Participar do combate esse ano foi uma experiência que agregou muito na minha formação acadêmica, desde as gravações até os grupos de estudo”, afirma o estudante João Victor Lemos. Ele lembra que a entrevista com Letícia Nascimento, docente da Universidade Federal do Piauí, foi particularmente marcante, por ampliar sua compreensão sobre questões relacionadas à identidade de gênero. João também percebeu o retorno imediato das ações nas escolas, especialmente quando viu que os alunos produziram cartazes sobre desinformação após a primeira visita da equipe.
Para a bolsista Gabriele Proença, as práticas foram gratificantes e contribuíram para o aprendizado coletivo. “Atuar no projeto nos fez crescer junto com cada atividade”, salienta.
Encerramento do ano e perspectivas
Com o fim de 2025, o projeto reforça seu compromisso com a formação cidadã e com o enfrentamento dos desafios informacionais na região. As atividades desenvolvidas ao longo do ano consolidaram parcerias, ampliaram o diálogo com a comunidade e fortaleceram estratégias educativas que aproximam diferentes públicos do debate sobre informação de qualidade. A iniciativa, apoiada este ano pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI/PR) por meio do programa Universidade Sem Fronteiras (USF), seguirá em 2026 com novas ações e o objetivo de expandir ainda mais a educação midiática, o combate à desinformação e o engajamento comunitário nas escolas e espaços públicos dos Campos Gerais.
Texto: Eduarda Gomes
Arte: Daniel Américo
