Refletir os limites entre liberdade e controle na era digital e compreender como funciona a construção da opinião publica. Esse foi o foco do grupo de estudos do projeto Combate à Desinformação nos Campos Gerais, realizado na segunda-feira (27/10). A atividade reuniu professores, bolsistas e voluntários em um debate sobre o avanço do fascismo, o controle da informação e a regulação das plataformas digitais.
Como embasamento teórico, o grupo analisou as obras “A hora dos predadores”, de Giuliano da Empoli e “Controle da opinião pública: um ensaio sobre a verdade conveniente”, de Nilson Lage. As leituras serviram de ponto de partida para discutir como discursos populistas se apoiam em estratégias emocionais e como o controle da informação pode moldar percepções coletivas.

O encontro destacou a complexidade do conceito de populismo, tática que utiliza a lógica da emoção em discursos políticos (inclusive nos fascistas) e molda a opinião pública. “O quanto a gente [sociedade] aceita abrir mão das liberdades em prol do desenvolvimento e da qualidade de vida?”, reflete o professor Marcelo Bronosky.
A bolsista Sabrina da Silva ressalta que fascistas são populistas, mas nem todo populista é fascista. “A política é muito mais guiada pelas emoções nas massas [sociais]”, aponta.
As discussões também abordaram o papel das plataformas digitais no controle do que é dito e de como as narrativas circulam. A conversa reforça a importância de pensar a regulação das redes como meio de defesa da democracia.
O grupo segue com encontros, leituras e trocas que fortalecem a base conceitual do projeto nas ações de educação midiática e combate à desinformação em comunidades dos Campos Gerais.

Texto e fotos: Eduarda Gomes
