O adoecimento docente e os desafios da plataformização do ensino público foram tema de mais uma edição do programa Combate à Desinformação nos Campos Gerais. A gravação aconteceu na quarta-feira (28) e contou com a participação de Julia Silveira, professora da periferia de Curitiba e integrante da APP-Sindicato.
Durante a entrevista, Julia chama atenção para os impactos da cobrança de índices e resultados sobre o trabalho pedagógico. “O processo de aprendizado não pode ser pautado em metas. A escola não segue padrões de fábrica, precisa ser humanizada”, destaca.
A professora também ressalta que a burocratização e a imposição de plataformas digitais retiram a autonomia docente e dificultam a conexão ensino e realidade estudantil. “Não se tem mais a liberdade de escolher o que levar para a sala de aula. Muitas vezes, apenas aplicamos aquilo que é enviado, sem ligação com os estudantes e seus contextos”, explica.
Para Julia, a consequência desse modelo é uma escola voltada para estatísticas e propaganda, em vez de uma boa formação. “As escolas estão voltadas a melhorar índices, e não o ensino. Os alunos não são ensinados a pensar por si mesmos, e sim a responder provas”, pontua.
A entrevista integra a série de produções realizadas pelo projeto em parceria com a Agência de Jornalismo da UEPG e Núcleo de Produção Audiovisual. O episódio estará disponível em breve no canal do YouTube do Combate à Desinformação. Acompanhe nossas redes sociais para não perder nenhuma novidade.

